terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Mea culpa ou de como os adultos também erram ou andam indesculpavelmente distraídos


Boy sitting at his desk playing with a p : Foto de stock



"Não podes conversar! Se não estiveres sossegado a resolver o teste, anulo-to" 

Numa fracção de segundo penso, linguagem hiper desajustada, Marta, eles chamam-lhe ficha (ficha de avaliação) e provavelmente não sabem o que é anular, muito menos "anular um teste"; isso NUNCA deve ter acontecido na sua breve vida escolar. Raisparta que nem em português sei falar com os catraios!
 Explico-me, emendo-me:

"Entendes o que estou a dizer? No dia de ficha têm de estar caladinhos, sem perturbar os outros, de outra forma a professora diz que não valeu e dá-te um zero..." (achei que figurativamente o número redondo ia fazê-lo perceber-me melhor). 

"Depois lá vem o papá à escola para saber o que se passou e vou ter de lhe contar que não respeitaste as regras..."

Ele balbucia numa voz sumida "Eu não tenho pai" e eu percebo que quem devia ter estado calada era eu.

2 comentários:

  1. Querida Marta, leio atentamente as tuas publicações e não imaginas o quanto me identifico com todas! Tal como tu, lá estou eu a descobrir a pouco e pouco o admirável mundo novo 😀 do primeiro ciclo! Um beijinho de quem te entende daqui até ao infinito ;)

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    1. Obrigada pelas palavras tão amáveis. Bem vinda!

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