terça-feira, 23 de outubro de 2018

The FIRST!!!!

E,
por fim, 
depois de um bom quarto de hora a socorrer-me da pedagogia,
a caprichar na caligrafia à primária
e a esticar os meus dotes artísticos neste pódio mal amanhado e personalizado para melhor compreensão...
a conclusão triunfal!

Então vamos lá, lindo!
Let's check! Vamos ver se percebeste o que a teacher explicou!
How do you say "primeiro" in English? Como se diz? Qual é a palavra?

Ah! Eu sei, tíxEr, eu sei! 
O PRIMEIRO!

Não, amor, em inglês! Como se diz "o primeiro" em inglês?

(a página do caderno aberta; o esquema escarrapachado à nossa frente; eu a reforçar com o meu indicador em cima do lugar do campeão...)

Pensa bem, como é que a teacher disse, é o champion, é o...o...

O LUÍS!!!!

Rimo-nos os dois. Vencedor e vencida!

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Caligrafia




Como professora, eu AINDA vejo muitas caligrafias.
Ao contrário dos profetas da modernidade, os que advogam que redigir à mão é algo ultrapassado nesta era de avanços tecnológicos e digitais, eu acredito na magia das letras manuscritas. 

Cada caligrafia é única e retrata um pouco da personalidade do seu autor.
Por isso é que costumava brincar com os que têm "letra de assassino" - Olha bem para este texto, vais matar alguém? (Agora já abandonei essa velha piada. Os pequenos não entendem a ironia, não vale a pena.)

Não sou grafologista, 
nem me ponho a interpretar significados ocultos nas dobras dos emes.
Mas aprecio uma página limpinha e aprumada.
Mais, aprecio os reviretes, a proporcionalidade e o equilíbrio dos grafismos. 
Escrever é desenhar. É como uma arte. É uma arte.

Como é sabido, eu gosto de escrever.
E gosto de escrever à mão.
Tenho diversos diários de infância e da juventude. O conteúdo é fraquito, mas agrada-me apreciar a evolução da caligrafia. A minha professora de literatura do décimo segundo ano, uma poetisa ela própria, dizia que a minha letra era toda às rosquinhas; fazia lembrar biscotios!E que, depois de cada parágrafo era preciso respirar fundo! (pela densidade!Muita informação). Dizia que eu escrevia como um furacão, com paixão. Adiante.

O gosto por estas coisas começou por volta da infância tardia ou talvez mesmo na adolescência, altura em que encontrei lá por casa um antigo manual de estilos e técnicas de escrita, provavelmente oriundo da escola comercial que o meu pai frequentou. 
Aquilo era fascinante. 
Páginas e páginas de alfabetos desenhadinhos em diferentes estilos cornucopiados, quem não fizer ideia do que eu estou a falar é favor googlar os seguintes termos: Gótica, Francesa, Cursiva Inglesa, Ronde, etc

Aquilo era
inclinado
entalado entre duas linhas
curvidesenhado
sombreado.

Dava trabalho!
Nessa altura (para aí no sétimo ano?) inspirada pelo didatismo do tal manual do meu pai,
decorei as capas dos meus cadernos com o nome das disciplinas em rebuscadas grafias.
Devo ter alma de copista!

Agora, ao que parece, tudo isso entrou em desuso. 
Menos nas tatuagens. Nas tatuagens, por alguma razão que me transcende, ainda optam por letras algo artísticas. Não é que os tatuadores as saibam grafar. Imprimem a fonte da internet e decalcam na pele, picando por cima. Ou seja, usam tinta, mas não é bem a mesma coisa.
Pelo que investiguei, afinal também há uns livros atuais de caligrafia para adultos que funcionam assim como uma espécie de mandalas para soltar a mente e ficar zen. Chamam-se "Caligrafia para relaxar". Se alguém quiser experimentar isso em mim no Natal, eu prometo dar feedback.

Enfim, eu vejo centenas de letras. Digo vejo porque dizer leio seria abusivo. algumas são tão intrincadas que não se leem - adivinham-se! São futuros médicos (nem isso, que a receita é eletrónica)

Vejo caligrafias esticadas ou redondinhas, garrafais e minúsculas, de toas as formas e feitios. Há as que deixam manchas entre as palavras e eu imagino logo as  marcas da tinta nas mãos- os lados esborratados de azul, a carimbar a página por ali adiante. Outras há que de tão bonitas se tornam confusas.

A minha letra é tão escura e carregada que deixa marcas de relevo no papel. Como Braille. (Muita pressão na caneta, segundo os entendidos, denuncia alta pressão emocional. Sou uma apaixonada!) E é grande, do tamanho da minha miopia e generosidade. A da minha mãe ainda era maior do que a minha: gorda e redondona, cheia, bem ao centro da página - como a mulher extrovertida e autoconfiante que ela era.
Ainda bem que já ninguém me escreve senão por teclas ou estariam sujeitos ao escrutínio analítico de um olho treinado. De qualquer forma, por deformação profissional, continuo a ler nas entrelinhas. 
A propósito, conhecem a caligrafia de quem é importante nas vossas vidas?
Dos vossos pais? Dos vossos irmãos? Dos vossos filhos?
Escrever "à mão" é um ato de intimidade. Uma dádiva.
Não é à toa que os poucos impressos ou formulários  que ainda temos de preencher à mão pedem letra de imprensa!

Já ninguém escreve, digo, manuscreve quase nada.
Nem postais, nem cartas, quase já nem listas de compras.
Chamem-me romântica, retrógrada, saudosista. 
Eu penso que isso é uma pena.



terça-feira, 25 de setembro de 2018

#cumékelaconsegue

A minha irmã entra naquela restrita categoria das mulheres "Como é que ela consegue?"

A gente pisca os olhos e ela fez uma mega prova de Trail. 
Ou frequenta um campeonato de Escrita. 
Ou anima um casamento até às quatro da manhã, numa sexta à noite, depois de um dia de trabalho, e no sábado levanta-se para ir correr. 
Não sei como é que ela consegue. 
Nessa mesma sexta à noite, para mim, levantar a mesa é considerado um esforço. Vestir o pijama dói quase tanto como o salto alto. 😉
Está bem que eu sou mais velha. Mas ela não é assim tão mais nova.😁
Não é a idade. 
Sempre foi assim.
Ela estudava, ela cantava, ela servia às mesas ou contava carros, ela fazia voluntariado, ela fazia trabalhos para os doutoramentos dos outros e também era ela quem fazia os bolos, lá em casa, os bolos e as sobremesas… na verdade, ela fazia tudo! E eu nunca percebi #cumékelaconsegue

Só que,
na altura, 
um gajo era jovem e tinha a força toda e parecia que pudesse vir daí a vitalidade e o desdobramento, hoje vai ao cortejo, amanhã canta no coro, depois toca violino na festa das crianças, dá um saltinho à U.M. e entrega uns trabalhos...

Agora…
ela é mãe. 
E mulher. 
E doutora lá no serviço. 
Faz mil e uma coisas de responsabilidade e fá-las todas de unhas pintadas e rímel nas pestanas. 
(Sei bem a quem fazes jus, mulher!)

De motard a bailarina, 
ela é esta versatilidade, 
esta força, 
este brutal existir camaleónico, 
sempre a superar-se e a abismar-nos no processo.

A gente pisca os olhos, e pronto, lá está ela outra vez! 
Desta vez, a criar mais um espetáculo infantil, um musical cheio de luz, cor e fantasia...
#cumékelaconsegue
Quantas horas tem o seu dia ou a que parte do dia terá ela ido buscar estas horas?
Em bom abono da verdade, já assisto a estes feitos há tantos anos que já me não haveria de surpreender. 
Mas surpreende!

sábado, 8 de setembro de 2018

O contraditório

Aparentemente, do meu texto de ontem ( Deslumbramento) transbordava uma alegria tal, que os generosos amigos leitores me felicitaram e abençoaram vezes mil pela vida perfeita que agora levo. 

Ora bem, não é que Esposende não seja o paraíso na terra,
mas eu não vos falei de Agosto,
nem da nortada,
nem da humidade,
nem do facto de não haver médico de família disponível,
nem hospital sem ser privado.

A questão é que eu não quero contribuir para aquele deprimente sentir colectivo que o mundo das redes sociais promove - aquela doce ilusão de que as pessoas são todas muito felizes, mais felizes do que nós, que têm vidas perfeitas, como nos filmes, que tudo corre às mil maravilhas, sem contrariedades, nem desilusões, nem nervos miudinhos, nem ansiedades, medos, receios, fúrias, mágoas, tédios e vontades de fugir.

Pois cá em casa é disso aos magotes, sempre à turra e à massa uns com os outros, não se pense que não consigo estragar a linda pintura do pôr-do-sol dourado!

Desengane-se quem julgou que isto era tipo Miami Beach e que a minha vida era exclusivamente feita de glamorosos dias à sombra de frondosas palmeiras. Népia. 
Continuo a ter de estender roupinha, aspirar migalhas e pôr o lixo. 
Continuo a ter de lhes cortar as unhas dos pés para que caibam nas sapatilhas malcheirosas. 
Continuo a ter de berrar para que arrumem os quartos. 
E façam os trabalhos de casa. 
E não berrem um com o outro. 
(😁😁😁berrar para que não berrem!!!)

As idílicas caminhadas praia fora têm sempre banda sonora dos dois a reclamar em stereo, um de cada lado dos meus ouvidos (ainda bem que eu só vim apetrechada com dois! Ouvidos, claro está!)

"Portantos", amigos, aqui não há Pamelas de sorrisos descarnados e mamas saltitantes. 
Não apenas porque não tenho dinheiro para os implantes,
 mas principalmente porque a minha vidinha de Baywatch vai muito para além da praia. 
O que eu realmente tenho de vigiar (watch) não é a baía (bay), mas os alunos que lá por estarem eventualmente mais bronzeados, não são necessariamente mais amenos que noutras paragens do país.

Desenganem-se e sejam felizes. 
A minha vida, empurrada pela brisa marítima ou aos trambolhões na turbulência da nortada, é igual às outras todas. Só que os carros que não pegam, as birras dos catraios, os amuos dos adultos, os desaforos no trabalho, as ofensas, os mal-entendidos e os atritos não ficam bem na fotografia. Fazem, porém, parte da vida. Quem o não assumir, mente.

I rest my case.

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Deslumbramento

Tenho faltado à escrita neste último ano lectivo. 
Não por falta de tema, mas por puro deslumbramento. 
A mudança para Esposende trouxe uma dimensão à vida que me absorveu todas as atenções, ou melhor dizendo, a vida aconteceu e escrever não. 
Um pouco à semelhança do que me acontece com as fotografias. Na voragem das redes sociais, as pessoas fotografam tudo e fazem posts. Eu prefiro viver os momentos sem câmara na mão. Costumo dizer que cá em casa as nossas refeições são tão deliciosamente fotografáveis, que não dão tempo de as fotografar... comemo-las!
Escrever, no entanto, faz parte do meu processo de ler o mundo, de me encontrar e me entender. Tenho de voltar.
E, no espaço que ficou por contar fica o meu encantamento, ficam pores-do-sol deslumbrantes, a maresia a perfumar os nossos dias, os gritos das gaivotas na cidade, o rebentar das ondas a embalar os meus almoços de marmita, as caminhadas junto ao rio. Plenitude.
Agora que já conhecemos os cantos à casa, que já damos com os interruptores no escuro, que temos rotinas alinhadas e novas pessoas com quem partilhamos sorrisos, posso sentar-me a contar. 
A contar que encontrámos o nosso espaço e que as nossas energias se alinharam para algo de bom.

Que o Pedro literalmente vestiu a camisola de uma nova equipa, foi bem acolhido, marca golos e festeja num balneário efusivo onde, pensando bem, se festeja, quer haja vitória ou derrota.
Que a Maria nada profusa e diariamente, até lhe crescerem guelras; que conquistou a marginal do Cávado de patins nos pés em tardes de inverno e que brinca em bando com as crianças da vizinhança, numa alegria impagável.
Que gostava de os ver sair de casa, sábados pela tardinha, catecismos na mão, penteadinhos e aprumadinhos pela aldeia fora, os dois sozinhos até ao adro da igreja, para a doutrina, seguida de missa. Uma missa onde, por vezes, lêem ou andam com o cestinho das moedas - a fazer sentido, para mim, essa integração na pequena comunidade, a aguçar o início de uma pertença.
Que gosto de os ver sair aos três, pai e filhos, de bikes e capacetes na cabeça para ir dar ao pedal até  para lá do Suave Mar ou mesmo chegando à praia a seguir, S. Bartolomeu.
Que o pai pintou os muros do terraço, poliu móveis de jardim, hortou uns vasos com ervas aromáticas e plantou umas árvores de fruto.
Que enchemos a casa de família como nunca, porque agora estamos próximos e é mais fácil. Que, por isso, o Natal teve um sabor especial, finalmente sem ter de fazer malas, nem deixar a nossa casa para celebrar. Há tantos anos que desejava ter uma ceia assim: a casa quentinha, a cheirar a lareira e canela, a mesa posta por nós, com as nossas loiças e carinhos.
Que bom é poder ter o meu afilhado Tomé a dormir na minha cama, as minhas sobrinhas a passar umas temporadas em festas de pijama e mergulhos de primos. Mesmo no inverno, numa tarde chuvosa, enfiámos uns fatos de banho nuns sacos e fomos passar um sábado à piscina com ondas. Bom estar aqui mais perto de os ver crescer.
Que bom ter o meu pai a tocar-me à porta de surpresa ao domingo, com uma rosca debaixo do braço e um beicinho de muito mimo como só ele.

Algo de bom, sim.
O lugar onde escolhemos viver permite-nos um estilo de vida que é bom para a minha família.
Criámos rotinas mais saudáveis, mais próximas da natureza, com tranquilidade e tempo para estarmos juntos e fazermos coisas juntos que dantes não fazíamos. Bom.

O deslumbramento, esse, permanece.
Quando cá cheguei, apaixonei-me. Costumava ir buscar os miúdos à escola, ao final do dia, e regressar a casa, propositadamente, pela marginal, ao invés de apanhar a estrada nacional que é interior. Fazia-o (faço-o) especificamente para vislumbrar aquela nesga de mar, uma onda que fosse e a bola vermelha do sol a despedir-se no horizonte. Dizia: "Olhem, filhos, olhem que bonito" e eles que sim, já sabiam, era muito lindo, tão bonito como no dia anterior. Chegava a casa, comentava com o pai o meu encantamento e a desvalorização das crianças e ele dizia-me: "Isso passa-te, depois habituas-te". Não passou. Nem sei bem explicar, mas enche-me a alma. Muito. Basta aquilo para o meu dia ter valido a pena. Para dar graças. Acho um privilégio poder viver isto.

Na marginal de Esposende, numa ventosa tarde outonal, o céu enche-se de coloridos papagaios dos praticantes de kitesurf. Isso é lindo e arranca-me sempre um sorriso.

Gosto da praia. Não é a praia das barracas e veraneantes. A praia deserta no inverno, quanto mais deserta, mais bonita. Sem interferência entre nós e os elementos. Poder ouvir o mar só ele, sentir a rabanada desconcertante do vento, cheirar o sargaço, ouvir o silêncio daqueles sons naturais.
"Toma, Maria, esta praia é toda tua. Dou-ta!" (eu, de braços abertos, ela de calças de fato de treino arregaçadas a correr na areia intocada).

Gosto de Fão. Da paisagem deslumbrante por cima da ponte, as aves lá em baixo em bancos de terra no rio. Gosto de caminhar à beira rio, de ouvir o coaxar das rãs e de dar de comer aos patos. Gosto de ver os canonistas a dar a braços e de apreciar os barcos gastos e cansados, mesmo quando estão ancorados no lodo.

O deslumbramento permanece.
Tenho de voltar a derramá-lo nas páginas.

domingo, 17 de junho de 2018

Aniversário que o não é

No Facebook ainda és vivo e isso é perturbador.
Há três meses que partiste 
e continuo a ler os teus comentários às minhas publicações antigas, 
continuam a aparecer os teus gostos nas minhas fotografias 
ainda temos uma conversa a meio, no Messenger.
Nessa conversa, como de costume em muitas outras, dizes que gostas muito de mim.

O Facebook avisou-me que era o teu aniversário.
Isso doeu-me muito fundo.
Não apenas pela saudade.
Mas por ti.
Dói-me muito a solidão que isso representa.
Não haver sequer quem te feche a conta. 
Quem te encerre.
Nem o homem que tanto amaste.
Nem a família para quem, até ao fim, enviavas dinheiro.
Pelos vistos, morreste sozinho e sobrevives sozinho. 
Sobrevives por isso mesmo. 
Por seres tão só, que não há quem te encerre a conta.
E o que isso me magoa.
Parece que continuarás a viver virtualmente.
No Face e no meu coração.
João.

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Saga Vida Nova- Nortada

 
Brisa. 
Aragem.
Corrente de ar.
Vento.
Ventania.
Rajada.
Vendaval.
Furacão.
Ciclone.
Tufão.




Quando chegámos a esta casa, 
achei curiosa a existência de umas pedras de tamanho considerável no terraço. 
Pensei "p'ra que raio é que eles haveriam de querer estes pedregulhos?"
É que aquilo não tinha aspecto de ser decorativo. As pedras eram grandes de mais e rugosas de mais para adornarem fosse o que fosse. 
Assim que abri o estendal... percebi!
Os pedregulhos são essenciais para conseguir que a roupa lavada não levante voo!!!!


Enfim, só agora compreendo realmente na pele (!!!) o verdadeiro significado da expressão o vento fustiga.

Perguntar-me-ão,
mas tu não ias para Esposende quando eras pequena? 
Não sentias o vento a bater-te nas pernas quando corrias pela duna abaixo, 
não levavas com ele nos lábios roxos quando saías do mar a tiritar e a dizer que a água estava boa, não comias o pão do dia anterior com marmelada polvilhado de areia da nortada?

Sim, mas aí não tinha a percepção de que isso era doloroso. Era a infância feliz e não era uma brisasinha que me ia impedir de apreciar a praia com os primos.

Agora compreendo.
Que custa mais caminhar contra a nortada.
Que, à vinda, a Maria nem precisa de levantar os patins do paredão para chegar a casa - vem empurrada pelo vento, sempre a rolar!!!!
Que com um guarda-chuva na mão corro o risco de levitar sobre o Cávado;
Que mesmo o veículo em que me desloco (a que chamo carro, mas é sabido ser um verdadeiro tanque de guerra, grande e pesado) vacila na ponte de Fão. 
Que aqui praia é sinónimo de tapa-vento. Ou barraca. 
Que a Nortada até despenteia carecas.
Que, por falar em despentear, a aragem me traz sempre as melenas revoltas. Das duas uma: ou fico com um ar selvagem e arrebatador; ou é desta que mandam alguém do hospício atrás de mim!

Agora compreendo, at last
Que ou ponho os pedregulhos nas bases do estendal
ou tenho de ir resgatar os nossos trapitos a Viana!