domingo, 4 de agosto de 2019

#aosESSESstyle


Viver em Esposende e não bicicletar é como  ir a Veneza e não andar de Gôndola!

Ora eu toda a vida fiz desporto, mas quem me conhece sabe que as duas rodas não são o meu forte! Digamos que não tenho assim grande equilíbrio e tenho tendência para andar aos ESSES...
😆😅😂

Como diz a minha mana, pudera, uma bicicleta em cima de outra bicicleta!!!
😜😆😆

De modos que... há dois dias que ando a ter aulas de ciclismo com a minha filha,
o que já resultou 
num portão abalroado, 
um joelho esmurrado 
e muitos sustos para os gatos da vizinhança!

No primeiro dia, eu disse-lhe "Vens atrás da mãe"
Mas ela rapidamente percebeu que isso não era para sua segurança, era para sua segurança! 😂
Quer dizer, não era para protegê-la dos outros; mas para protegê-la de mim!

A meio desse curto passeio, a Mary decidiu que me ia "ensinar a andar".
A verdade é que há anos que não rolava sem ser em bicicletas estáticas nos ginásios, 
o que não tem nadinha a ver.
Portanto, agora é ela quem me treina: "Levanta o braço direito para indicar que vais virar!"
E eu: "Não posso! Se tiro a mão do volante, estampo-me!"

Ela: "Ó mãe, segue a linha do chão e vai direitinha!"
Eu: "Tu achas que eu ando aos ESSES por opção?"

Faz-me lembrar um episódio, aqui há uns anos no Algarve.
(Não consigo contá-lo ou escrevê-lo sem chorar de rir)
Eu aluguei uma bicicleta para ir para a praia.
Os miúdos eram mais pequenos, por isso o Renato levava-os e às tralhas (baldes, forminhas, toalhas, lancheira, protectores, bóias, eteceteras) de carro e eu ia lá ter.

Eu gostava muito daquele intervalo de tralhas. 
Sentia-me livre durante um bocadinho.
Sentia que ainda estava jovem e em forma! 😂
(Mas a verdade é que a forma como conduzia era pouco... linear!)

Então lá ia eu, bikini, túnica de praia, 
seda transparente e esvoaçante
pelas ruas da vileca fora,
aproximo-me do café dos pescadores
onde na esplanada há sempre locais a esvaziar umas bejecas e a fumar umas beatas de ar manhoso,
locais quase sempre pescadores seniores (aposentados?)
despenteados, de pele tisnada e ar alcoólico 
Aproximo-me e penso
já vou ouvir uma boca do velhote bêbado 
(que entretanto me fitava de sorriso desdentado escancarado)
e não é que ele:

"Ehhhh lá! Vais c'os copos ó quê?"



sexta-feira, 19 de julho de 2019

Namaste!🙏

A imagem pode conter: nuvem, céu, ar livre e natureza
Hoje fui a um evento:


YOGA SUNSET

Aula de Hatha Yoga (Posturas/Respiração/ Meditação) na Praia ao Pôr do Sol!

(Praia de Cedovem - Cantinho dos Pescadores, junto ao Restaurante "Mudos" Apúlia) 



E, pronto, converti-me!

Estava uma nortada valente, daquela que faz a areia bater nas pernas, uma neblina que aguçava o cheiro a sargaço, um pôr-do-sol tímido por entre as nuvens, mas poderoso na sua luz, pés na areia fininha, o estalido constante do mar a desaguar ali mesmo à nossa beirinha! Um privilégio! 

Gostei de tudo!



Da paisagem, da forma como a professora conduziu a sessão, das respirações, da saudação ao sol e restantes posturas e, especialmente da meditação. Como eu estava a precisar de parar! Como este cérebro a mil à hora precisa de escutar o mar, de escutar o corpo e o coração!

Senti-me muito bem.


Senti-me conectada com a natureza - e tínhamos ali os elementos tão presentes: água (mar), terra, ar (vento) e fogo (neste caso a luz solar)


Senti-me grata ao universo por aquele momento.


Senti-me descarregar energias negativas e inspirar paz e tranquilidade.


Senti-me em equilíbrio interior (porque o exterior, nas posturas numa perna só era muito difícil devido ao vento!!!! 😁😂😂)


E determinada em começar a praticar yoga com regularidade e a fazer meditação na praia!


Obrigada à Associação Águias Serpa Pinto de Fão pela oportunidade de vivenciar este momento.





Taquicardias 4 - Bate, bate coração

Resultado de imagem para taquicardiaE, pronto, no dia seguinte lá fui tirar o Holter.

E, como de costume, ainda me ri com uns filmes que fiz sobre o aparelho. 

Expliquei aos miúdos cá em casa que aquilo registava os meus batimentos cardíacos, então eles divertiram-se a tentar pregar-me sustos para "ficar registado".

Depois, claro, à conta do "ficar registado" fiz logo o filme (com as colegas).
O médico, vai-se virar para mim:

"Uuuuummmm, Dona Marta, como explica estes picos todos aqui por volta das dez da noite?"

"Eh... bem...  fui pôr o lixo!"

"Mas quê? ... foi a correr?"

"Não, Sr.Doutor! Mas foi rápido!"
😃😃😃😃




P.S. Ao que parece "bate tudo certo" no meu coração.
Portanto, de seguida, acho que vou para a psiquiatria.

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Taquicardias 3

Imagem relacionadaE como não segui nada daquilo
e continuei sempre Godspeed em frenesim a trabalhar
seis meses sem ir a um ginásio
sem dar uma caminhada
a dormir pouco e mal
a comer pior
e tudo o contrário do que me disse o doutor adivinho
cá ando, de novo, às voltas com o aperto no peito
e as cavalgadas sistólicas garganta acima!

Hoje fui colocar um Holter.
Lamento desiludir.
Faria, certamente, mais furor se vos anunciasse que ia colocar implantes mamários!


Pensei que,
da mesma maneira que avario tudo o que é electrodoméstico
ou da mesma maneira que paro todos os relógios no pulso
pensei que ia dar conta deste tal de Holter em poucas horas.

Pois, não.
O aparelho tombou-me a mim.
Uma sonolência, uma carga de sono, um cansaço!
Deu-me cá uma quebra como se andasse ligada a descargas eléctricas o dia todo!
Está encontrada a solução!

É dar-me uns choques que eu acalmo!

quarta-feira, 3 de julho de 2019

Taquicardias 2

E, entretantos, as palpitações sem enamoramentos continuaram
Resultado de imagem para electrocardiografia(vide de que falo aqui)

Para além disso, desta feita, havia uma dor no peito.

De modos que, passados uns largos meses, voltei lá.

O homem era o mesmo,
não me reconheceu, nem às queixas
e desta vez, devia haver menos gente à espera para atender,
porque não apenas me fez um electrocardiograma,
como ainda me ensinou a respirar
e me foi dando conselhos preciosos para o meu coração.

A colocar-me os eléctrodos:
"Sabe que padece de uma doença gravíssima, não sabe?"

Nem respondi.
Numa maca de hospital temos sempre menos paleio e aquilo atingiu-me sem contar.

"Chama-se ANSIEDADE!"

"Sempre soube que sou uma pessoa ansiosa e fui aprendendo a controlar isso, mas agora está-me a dizer que isso dói?"

"Dói e de que maneira! E também mata!"

Vieram-me as lágrimas aos olhos.
Não sei do que eram.
Medo?
tristeza?
tomada de consciência?
vergonha de ser frágil?
auto-compaixão?
raiva por ter chegado àquilo?

Desta vez não estava a achar piada nenhuma.

O médico, muito fora do mainstream,
foi incansável, mostrava-me os tracejados daquilo
explicava que se respirasse fundo os batimentos cardíacos baixavam,
e que eu devia arranjar formas de me acalmar.
Não sendo psicólogo, foi-me dizendo
que eu devia tentar não me centrar tanto naquilo que me preocupava
(fosse o que fosse)
solucionar o que fosse possível
e encarar de forma menos dramática o que não conseguisse solucionar.

Pode, Deus meu!
Mas afinal o que revelam cá de dentro aqueles riscos do ECG?
Aquilo lê a alma da gente? É que o homem não me conhece de lado nenhum!

A dada altura, ele:
"Escreve?"

Eu, de mim para mim, cruzes!
De mim para ele:"sim... rabisco umas coisas num blog..."

"Um blogue não serve - é público. 
Escreva numas folhas de papel o que a incomoda e depois deite fora, 
ou um diário, um registo pessoal, ajuda muito!"

Não estava a crer!
O médico a mandar-me escrever!

Saí de lá com duas folhas de papel:
uma receita de ansiolítico e uma folha onde ele escreveu:

1h de caminhada por dia
ioga 3x semana
meditação diária
respiração abdominal de duas em duas horas
evitar carnes vermelhas
comer legumes e fruta
beber muita água e infusões de ervas naturais
...

Não me lembro.
Se tivesse cumprido tudo aquilo à risca não me teria sobrado tempo para trabalhar!
Por isso,ignorei aquilo tudo e continuei a trabalhar.


terça-feira, 2 de julho de 2019

Taquicardias 1

Imagem relacionada
Aqui há um ano andava a sentir-me acelerada.

(para quem me conhece bem, esta parte, só por si, já tem piada!!!)

De maneiras que fui a um médico numa clínica conhecida ali por onde trabalho,
um qualquer,
o que estava de serviço,
não sei nem soube quem,
que aquilo já vinha durando há uns dias
e, naquele momento,
para mim,
tinha carácter de urgência.

"Então, o que é que a traz por cá?"

"Sabe, doutor, é que eu sinto o coração a bater dentro do peito..."

Interrompe-me e graceja:"Ainda bem que o sente, é sinal que está VIVA!"

"Pois... está bem, mas... mas bate muito depressa... e nem é em esforço, é em repouso; olhe à noite, quando me deito, parece que me vai sair pela boca..."

Interrompe-me, de novo, sorridente... "Mas, diga-me uma coisa, está APAIXONADA?"

(Só comigo, deveras! Mas será que ninguém me leva a sério?)

Alinho:
"Ó Senhor Doutor, repare bem na minha data de nascimento...
o senhor acha que
nesta idade
se eu estivesse apaixonada
me vinha QUEIXAR?"


terça-feira, 14 de maio de 2019

Edição de memórias- consideração, muita!

Aqui há uns anos, como é sabido, trabalhei num LIJ
(Lar de Infância e Juventude)
Uma experiência muito enriquecedora,
não apenas a nível profissional,
mas para a minha evolução como ser humano.

Ah e tal, os miúdos deviam ser difíceis....
e os nossos filhos, não são?
e alunos complicados?
e turmas tirem-me-daqui?
e nós próprios?
Eu, da minha parte, sou muitas vezes insuportável e execrável.

Talvez por isso mesmo me tenha dado bem com a maioria deles!

Portanto, o que aqui vai é uma lembrança de legítimo afecto, sem qualquer tipo de julgamento.


Olha que ternura de memória: (5 maio 2015)

Uma espécie de elogio ou das funções que, enquanto professores, não planeamos ter: " professora desculpe o atraso, estive a F###r os co###nosa um @#### e depois disse lhe k só não comia mais, porque tinha de vir ter com a senhora (finalmente educação e deferência) para o apoio!". Valha nos a consideração!